2025/2: Disciplina Comunicação Comunitária - Projeto de Extensão Para o Desenvolvimento Social

 2025/2 - DISCIPLINAS COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA - PROJETO COMUNICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL



A atividade desenvolvida na disciplina de Comunicação Comunitária, no curso de Publicidade e Propaganda, teve como foco o estudo e a elaboração de propostas de campanhas de comunicação voltadas à valorização da pessoa idosa e à ampliação do conhecimento sobre os direitos previstos no Estatuto do Idoso. A iniciativa partiu da compreensão da comunicação como ferramenta de cidadania, inclusão social e transformação comunitária, alinhada aos princípios de responsabilidade social presentes no Projeto Pedagógico do Curso (PPC).

Como base para o desenvolvimento da atividade, foram realizadas conversas e trocas de informações com representantes da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Blumenau, nas quais foi identificado um gap significativo de conhecimento sobre diversos direitos garantidos pelo Estatuto do Idoso. Essa lacuna foi percebida não apenas entre os próprios idosos, mas também entre as gerações adultas que atualmente exercem responsabilidades legais e familiares e que, no futuro, integrarão esse mesmo grupo social. Esse diagnóstico orientou toda a construção das propostas comunicacionais, reforçando a necessidade de uma abordagem clara, acessível e livre de estereótipos.

A partir desse levantamento, os acadêmicos realizaram estudos sobre o consumo de mídia em Blumenau, analisando a afinidade das diferentes gerações com os diversos meios de comunicação. O rádio foi identificado como um dos principais canais de alcance junto ao público da terceira idade, devido à sua acessibilidade, linguagem próxima e vínculo histórico com esse grupo. Ao mesmo tempo, foram consideradas estratégias complementares em meios impressos, digitais, televisivos e plataformas de streaming, visando alcançar adultos e jovens que, embora não sejam diretamente contemplados pelo Estatuto do Idoso, precisam compreendê-lo para respeitar, garantir sua aplicação e, quando necessário, utilizá-lo na defesa dos direitos da pessoa idosa.

A atividade extensionista foi desenvolvida em etapas. Inicialmente, os alunos aprofundaram seus estudos sobre o Estatuto do Idoso, o envelhecimento populacional no Brasil e em Santa Catarina, e a representação da pessoa idosa na mídia. Em seguida, os grupos analisaram campanhas existentes em diferentes meios de comunicação, refletindo sobre linguagem, aceitação do público, possíveis rotulações e a presença de estereótipos associados ao envelhecimento. Essas discussões permitiram uma reflexão crítica sobre o papel da publicidade e da comunicação comunitária na construção de narrativas mais inclusivas e respeitosas.

Como resultado final, os acadêmicos desenvolveram simulações de campanhas publicitárias, incluindo spots de rádio, anúncios para revistas e jornais, peças para redes sociais, além de propostas para televisão e plataformas de streaming. Todas as produções foram pensadas a partir de uma segmentação geracional, priorizando o público idoso, mas considerando também o impacto educativo da comunicação sobre as demais faixas etárias. As campanhas buscaram informar, conscientizar e estimular o respeito aos direitos da pessoa idosa, evitando abordagens paternalistas ou estigmatizantes.

Os trabalhos apresentados foram acompanhados de justificativas teóricas e estratégicas, evidenciando como cada proposta dialogava com os princípios da comunicação comunitária, da cidadania e da responsabilidade social. A atividade reforçou a importância do diagnóstico de público, da escolha adequada dos meios e da construção de mensagens sensíveis às realidades sociais, destacando o papel do publicitário como agente social comprometido com o interesse público.

Os critérios de avaliação da atividade incluíram a coerência entre diagnóstico e proposta comunicacional, a adequação das campanhas ao público-alvo, a clareza e acessibilidade da linguagem, a criatividade das soluções apresentadas e a capacidade de evitar estereótipos ou rotulações negativas relacionadas à velhice. Também foram considerados a qualidade técnica das peças simuladas e a consistência das justificativas apresentadas pelos grupos, demonstrando a articulação entre teoria, prática e realidade comunitária.

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS REALIZADOS:

Grupo: Anna Lara Baier, João Vitor Becker, Julia Yamaguti Belli, Julia Jaques de Souza e Laís Roeder.

Grupo: João Vitor Matos Bueno, João Paulo Albino Loss, Laura Machado C. da Fontoura e Luisa de Paula Faria.

Grupo: Ana Maria, Isabela Booz Marcela Booz, Elóa, Gabrielly Silva, Erika Gabriely e Emanuela.

Grupo: Laura Piotto Blaese, Violeta Minni Mello, Bruno Riola  e Ana Carolina Hoffmann.

Grupo: Bruna Zavaglio e Kayane Wanka Teixeira.

Grupo: Bruna Carolina Preuss, Gustavo Felipe Kuhn, Sofia Rabelo, Leticia de Almeida e Júlia Pintarelli.

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